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Thiago Braz da Silva

Thiago Braz da Silva

Atletismo

Treinador: Pedro Honorio Nascimento

REGISTRO:

43594

IDADE:

32

FILIAÇÃO DE:

29/11/2024

ATÉ:

29/11/2026

ídolo do atletismo

Thiago Braz da Silva

Data e local de nascimento: 16/12/1993, Marília (SP)

Prova: Salto com vara

Principais conquistas: Medalha de ouro no salto com vara nos Jogos Olímpicos do Rio-2016

“Foi um sonho realizado, a realização de muitas coisas num dia só, bater o recorde olímpico, sul-americano, brasileiro, minha melhor marca pessoal...  Foi um filme. Quando acordei sabia que tinha condições de brigar por uma medalha, não importava a cor. Já estava satisfeito quando vi que havia conquistado a prata, mas meu treinador (Vitaly Petrov) disse para eu passar para os 6,03 m. Agradeço todo o apoio que tive da minha família e dos meus patrocinadores. Foi muita dedicação, mudança de País, tudo para que este momento fosse possível” – Thiago Braz

 

Superou várias dificuldades e conquistou a medalha de ouro na prova do salto com vara no dia 15 de agosto de 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio-2007, no Estádio do Engenhão. Em uma noite que teve chuva, vento forte, muita apreensão e, ao mesmo tempo, muita inspiração. E competindo em casa, no Brasil.

Foi assim que com 22 anos Thiago alcançou a marca de 6,03 m, novo recorde olímpico, deixando o campeão de Londres-2012, o francês Renaud Lavillenie, com a segunda colocação (5,98 m). O bronze foi para o norte-americano Sam Kendricks (5,85 m).

Com a conquista, Thiago Braz entrou no seleto grupo de brasileiros campeões olímpicos no atletismo. Ele juntou-se a Adhemar Ferreira da Silva (duas vezes), Joaquim Cruz e Maurren Maggi, que também subiram ao degrau mais alto do pódio.

Além das dificuldades naturais com a concentração numa final olímpica, o brasileiro passou por outros desgastes. Antes da prova, um forte vento tomou conta do Engenhão. Após 10 minutos do início da competição, uma forte chuva interrompeu a disputa e, para complicar mais ainda, o equipamento que muda a altura do sarrafo teve problemas. Thiago precisou esperar duas horas para dar seu primeiro salto.

Apesar de tudo isso, a prova do brasileiro foi perfeita. Ele começou a saltar em 5,65 m, marca que passou logo na primeira tentativa. Na altura seguinte precisou de dois saltos para superar os 5,75 m. Em 5,85 m começava a decisão dos lugares no pódio e restavam cinco atletas na disputa. Thiago ultrapassou o sarrafo de primeira. Nos 5,93 m teve que saltar duas vezes e até então assegurava a medalha de prata. Por fim, restavam apenas Thiago e Lavillenie, que liderava.

Em uma decisão ousada, Thiago decidiu não fazer os 5,98 m, marca que foi superada com facilidade pelo francês, e ir direito para os 6,03 m. Até então todas as metas já haviam sido atingidas. O saltador já era medalhista e superara o recorde sul-americano. Em um momento histórico para o atletismo brasileiro, Thiago superou a marca e estabeleceu novo recorde olímpico. Lavillenie não superou a barreira dos 6,03 m e terminou com a medalha de prata.

Thiago sempre cita uma fratura do escafoide da mão esquerda e muita fisioterapia para a recuperação da lesão, em 2015, como um dos principais desafios da carreira.

O início – Foi criado pelos avós. Era criança quando os pais se separaram e foram embora, não conviveu com nenhum dos dois. Também teve apoio do tio, que sonhava em ser atleta.

Conheceu o atletismo ainda criança, aos 9 anos, vendo atletas como Jadel Gregório competir. Começou a treinar atletismo aos 14 anos em Marília. Antes, porém arriscou o basquete. Depois, mudou-se para Bragança Paulista – com a ajuda do colega de treinamento e também saltador Augusto Dutra.

No fim de 2010, passou a treinar com Elson Miranda, técnico e marido de Fabiana Murer. Para se manter, contou com o 'patrocínio amigo’ da própria Fabiana por alguns meses. Mais que inspiração, a saltadora foi, na época, o respaldo para o atleta treinar em São Caetano do Sul, São Paulo.

Já nas categorias de base, Thiago mostrou o seu talento – foi campeão mundial sub-20 em Barcelona-2012, na Espanha, e medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura-2010.

No final de 2014, casado com Ana Paula Oliveira, ex-atleta do salto em altura, e com a ajuda do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), foi treinar em Formia, na Itália, com Vitaly Petrov, treinador dos multicampeões Sergei Bubka e Yelena Isinbayeva. Desde 2018, tem a assessoria de Elson Miranda, mais quando está no Brasil, e de Petrov, na Europa e competições.

A medalha de Thiago Braz foi a única do Brasil no torneio olímpico de atletismo nos Jogos do Rio-2016.

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